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[Indicação] Melhores livros de fantasia publicados no brasil

Nos últimos meses tenho lido apenas fantasia, tive muitas e excelentes leituras. Resolvi fazer,  junto com um amigo, um TOP 10 dos melhores...

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

[Resenha] O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei - J. R. R. Tolkien


Nome: 
O Retorno do Rei
Autor: J. R. R. Tolkien
Páginas: 441
Editora: Martins Fontes
Resenha por: Ana Carolina
Onde comprar: Eba/Livrarias Curitiba


Sinopse: 
A Sombra dos exércitos do senhor do escuro cresce cada vez mais. Homens, Anões e Elfos unem-se para luta contra a escuridão. Enquanto isso, Frodo e Sam penetram na terra de mordor, em sua empreitada heróica para destruir o anel.

        No terceiro livro, finalmente chegamos ao final da dura e longa jornada dos nossos personagens na luta contra o Senhor do Escuro. A cada momento que se passa, o medo e o desespero e a iminência de um final trágico assombram cada vez mais a todos, principalmente a Frodo e Sam, que cada vez mais se aproximam da Montanha da Perdição e sua jornada fica cada vez mais marcada de perigos.
        Assim como o anterior, o livro é divido em duas partes, no entanto, vemos a história se decorrer de quatro partes diferentes. Pippin segue com Gandalf para as terras de Gondor, onde ele conhece o Denethor, o regente da cidade e oferece seus serviços ao governador da última e mais poderosa resistência contra os poderes de Sauron. Merry permanece com Denethor, o Rei de Rohan, e se une ao seu exército que marchará em breve em auxílio a Gondor. Aragorn, que parte com Legolas e Gimli para a Senda dos Mortos e, por for, Sam e Frodo continuam sua caminhada por Mordor a fim de destruir o anel.
        A cada momento que se passa, podemos perceber como tudo se torna cada vez mais difícil para os protagonistas. O exército de Mordor é extremamente poderoso e avança cada vez mais, sem que aparentemente nada os fizesse amainar. Os Cavaleiros Escuros estão de volta e mais poderosos do que nunca, munidos de suas montarias aladas e levando o terror aos corações dos homens e fazendo-os fraquejar. Por mais que reforços cheguem de todas as partes, a esperança se torna cada vez menor pois o inimigo parece indestrutível. A maior e única esperança, vinda por parte de Gandalf, está na destruição do anel, no entanto seu espírito teme ao saber que Frodo e Sam passaram pela toca da Laracna.
        Milhares de quilômetros dali, a história não está melhor para Frodo e Sam, que ainda tinham que percorrer dezenas de quilômetros rumo ao seu destino final, sem comida, água, lugar para se esconder e com o peso do anel, que parece ter ficado ainda maior com a proximidade de seu dono. No entanto, seus problemas parecem mínimos, pois Frodo logo no início é capturado por Orcs. Por sorte, Sam havia retirado-lhe o anel, pensando o mesmo estava morto e os mesmos não encontraram. Apesar disso, Sam sabe que não pode partir sem seu mestre pois sua lealdade não permitiria e não conseguiria sozinho; ele deveria encher-se de coragem e tomar sua mais corajosa decisão: enfrentar o grupo de orcs para salvar seu mestre.
         Fechando espetacularmente a trilogia, Tolkien manteve sua maestria nesse livro espetacular. Apesar de serem cenas de guerra e destruição, tudo foi narrado de maneira muito bonita e poética. Enquanto lia o livro, sentia todas as perdas e aflições dos personagens tocarem-me de maneira bastante forte e a cada momento de esperança, respirava de alívio. Cenas memoráveis que descritas por Tolkien entram em nossa mente e vão se perdurar por muito tempo. Somando-se isso tudo com um final surpreendente, lindo e emocionante, esse livro fecha a obra e faz jus a toda a fama que ela própria possui. Sem dúvida, esses livros entraram no meu grupo de favoritos da vida.


5,0/5,0


Vídeo-resenha:



quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

[Resenha] Diários do Vampiro: A Fúria - L. J. Smith


Nome:
A Fúria
Autor: L. J. Smith
Páginas: 240
Editora: Galera Record
Resenha por: Ana Carolina
Onde comprar: Amazon/Americanas


Sinopse: 
Ela foi avisada: amar um vampiro é perigoso demais. Mas o destino de Elena, apesar de assustador, atende aos seus desejos. Ao lado de Damon, ela terá que reaprender tudo enquanto um Outro Poder misterioso e sedutor a perturba e atrai.

Damon agora tem sua escolhida ao seu lado. Sua busca por vingança terminou? Uma força sombria e terrível renasce para força-lo a fazer uma escolha.

Stefan sabe que precisa por um fim ao pacto de vingança com Damon - por Elena, mas também por si mesmo. Quando o passado se impõe entre os três, ameaçando a destruir tudo que sua amada mais preza, chega a hora de se unir e esquecer as diferenças.



        No terceiro livro, Elena acorda já transformada e parte para o local onde os dois irmãos estão brigando. Ela parece não mais conhecer Stefan e somente sentir uma estranha e muito poderosa ligação por Damon, por quem se dispõe a lutar contra Stefan e até mesmo matá-lo. No entanto, após receber sangue doado por Matt e descansar por vários dias ela aparentemente volta ao normal.
        A partir de agora, teremos que lidar com a fase de adaptação da Elena ao vampirismo e sua indecisão e confusão com relação aos dois irmãos. Todos da cidade pensam que ela está morta, apesar do corpo não ter sido encontrado, e ela precisa sustentar esse fato para se preservar e proteger aqueles que ama. As únicas com as quais estabelece contato são seus amigos Bonnie, Meredith e Matt que se dispõe a ajudar na investigação de um novo problema que vem perturbado Fell's Church.
        Um novo mistério surge logo no início do livro - ela sabe que não foi Damon quem a matou. Além disso, os animais de estimação da cidade começaram, sem razão aparente, a atacar seus donos de forma violenta ou sinais de reconhecimento. Eles sabem que algo está errado, entretanto, o "outro poder" possui uma capacidade tão poderosa de se ocultar que eles quase chegam a duvidar de sua presença. Um dos únicos e poucos indícios parecem surgir da entidade que cada vez mais constantemente manda recados pelo corpo de Bonnie.
        Esse livro apresenta uma pequena melhora com relação ao livro anterior, atingindo o nível do primeiro livro. Enquanto lemos, dá para sentir um pouco o clima frio de Fell's Church atravessando a página e nos tocando suavemente. A personagem principal pouco a pouco amadurece com relação aos livros anteriores e finalmente parece perceber um pouco do mal que causou às pessoas ao seu redor, o que é um ponto positivo, O final foi realmente inesperado e agradável, com a apresentação de uma nova personagem bem condizente com a história, que foi exatamente o que eu imaginaria no contexto em que estavam (vocês vão entender quando lerem).



2,5/5,0


Vídeo-resenha:


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

[Resenha] O Sol é Para Todos - Harper Lee



Nome: 
O Sol é Para Todos
Autor: Harper Lee
Páginas: 364
Editora: José Olympio
Resenha por: Ana Carolina
Onde comprar: Amazon/Livraria Cultura


Sinopse: 
Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça.
O sol é para todos, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.



        O livro é narrado por uma menina chamada Jean Louise Finch, cujo apelido é Scout, de 6 anos, narrando parte de sua infância passada década de 30, na cidade de Maycomb, no sul dos Estados Unidos. Ela é órfã de mãe e vive com o pai Atticus, o irmão Jem e a governanta da casa, uma mulher negra, porém bastante instruída para a época chamada Calpúrnia. O pai das crianças é advogado e é descrito como um homem bastante rígido, justo e culto. Eles vivem consideravelmente bem, um pouco acima do nível da população da cidade. Durante um dos verões, as crianças acabam conhecendo um garoto chamado Dill, sobrinho de uma das vizinhas, e que acabou por se tornar uma peça importante das aventuras e brincadeiras dos dois irmãos.
        A primeira parte do livro narra basicamente a vida dessa família na cidade, dando foco principalmente nas brincadeiras das crianças e no convívio delas com os vizinhos. Scout é uma menina muito espirituosa e inteligente, tanto que aprendeu a ler antes de entrar na escola, além disso, é bastante corajosa e impulsiva, não aceitando levar desaforo pra casa e sempre partindo para a briga com quem a ofendesse. Sua brincadeira favorita, assim como o do seu irmão e de Dill, é inventar histórias sobre o vizinho a quem chamam de Boo Radley, um homem extremamente recluso que vivia na casa ao lado, de quem não só eles como todas as crianças da cidade tinham medo.
        Durante toda a primeira parte do livro a família é muito respeitada pelos moradores da cidade, principalmente a figura de Atticus. No entanto, tudo isso muda quando ele decide defender um negro acusado de estupro da filha de uma família branca no tribunal e, época, aquilo era inaceitável. Apesar de não existir mais escravidão,  o preconceito ainda era extremamente forte e eram segregados, vivendo em comunidades afastadas da cidades. Qualquer envolvimento com eles era muito mal visto pela população.
        Apesar de tudo e honrando seus princípios, Atticus mantém sua decisão de defender o rapaz, cujo nome era Tom Robinson e logo vemos que as acusações sob o mesmo eram totalmente falsas e sem base, apenas sustentadas pelo fato da família ser branca, esquecendo-se do fato de que eram pessoas de vida conturbada, violentos e que faziam de tudo para ganhar dinheiro de maneira fácil. Mesmo assim, não só Atticus, como também Scout e Jem são hostilizados pela população e as crianças tem de aprender a lidar com uma dura situação a qual não compreendem bem.
        O nome do livro "O sol é para todos", apesar de ser bem diferente do nome original "To Kill a Mockingbird", nos traz de maneira bem clara o que a autora poderia querer expressar. Não só lidando com o preconceito racial, mas sim a aceitação das diferenças no geral, o sol é para todos poderia ser interpretado como, a liberdade é para todos. Nele vemos as crianças aprendendo a lidar com diversos preconceitos que eles mesmo tem dentro de sim e que são naturais do ser humano relacionados à dificuldade de lidar com o que é diferente. Não só temos o caso de Tom, como também o de Arthur e outros como o do colega que é extremamente pobre e o da velhinha mal humorada que vivia sentada na cadeira na frente de casa
        Scout, se mostra uma criança bastante perspicaz no decorrer da história e acaba por compreender tudo o que acontece com sua família sozinha. Por ela vemos tudo de um ponto de vista interessante e pelos seus olhos, nos lembramos de nós mesmos quando crianças, de toda aquela parte que inflamava a cada injustiça sendo cometida e que com o passar do tempo vamos perdendo aos poucos. Além disso, seu personagem nos faz recordar bastante do papel da figura feminina da época, quando, mesmo que com sua recusa inicial, pouco a pouco a pequena Scout vai sendo inserida no papel que lhe foi determinado e que era imutável para a sociedade, o papel de senhora e dona de casa; distinguindo-se claramente de tudo o que fora imposto a seu irmão.
        O livro tem uma história emocionante e envolvente que devia ser lido por todos, pois mesmo se passando há mais de 80 anos, ainda discute temas que ainda são bem marcantes nos dias atuais. É recheado de lições e coisas que nos fazem parar para refletir em vários momentos!


4,0/5,0



Vídeo-resenha:





quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

[Resenha] O Mundo de Sofia - Jostein Gaarder



Nome: 
O Mundo de Sofia
Autor: Jostein Gaarder
Páginas: 560
Editora: Companhia das Letras
Resenha por: Ana Carolina
Onde comprar: Amazon/Livraria Cultura


Sinopse: 
Às vésperas de seu aniversário de quinze anos, Sofia Amundsen começa a receber bilhetes e cartões postais bastante estranhos. Os bilhetes são anônimos e perguntam a Sofia quem é ela e de onde vem o mundo em que vivemos. Os postais foram mandados do Líbano, por um major desconhecido, para uma tal de Hilde Knag, jovem que Sofia igualmente desconhece.
O mistério dos bilhetes e dos postais é o ponto de partida deste fascinante romance, que vem conquistando milhões de leitores em todos os países em que foi lançado. De capítulo em capítulo, de “lição” em “lição”, o leitor é convidado a trilhar toda a história da filosofia ocidental – dos pré-socráticos aos pós-modernos - , ao mesmo tempo em que se vê envolvido por um intrigante thriller que toma um rumo surpreendente.



        Sofia Amundsen é uma garota que está prestes a completar 15 anos, que vive uma vida normal, tem amigos comuns, mora com sua mãe e seu pai trabalha no exterior. Um dia, enquanto voltava para casa, ela encontra na caixa de correios uma carta se remetente com a seguinte pergunta "quem é você?", logo seguida de outras que são cada vez mais estranhas e que a questionam sobre suas crenças quanto a origem do mundo e sobre o pensamento humano. Junto dessas perguntas a garota também recebia longas cartas de várias páginas contando a história da humanidade e dos mais antigos filósofos de que se tem conhecimento.
        Após um tempo, ela acaba conhecendo aquele que lhe dava aulas, um homem velho chamado Albert Knox, que era profundamente entendedor da filosofia e se dispôs a dar aulas da matéria para a menina, pois ainda acreditava que poderia despertar nela o interesse para o mundo e a curiosidade sobre as coisas da vida, coisas que ela logo perderia quando começasse a entrar na fase adulta. Aos poucos, Sofia vai mudando sua maneira de pensar e agir, surpreendendo sua mãe e professores que não estavam acostumados a raciocínios tão profundos e complexos de uma menina de 14 anos. Alberto e Sofia também desenvolvem uma bela amizade que aparenta ser cada vez mais forte conforme os eventos estranhos que acontecem ao seu redor.
        Estranhamente, a menina começa a receber cartas e cartões-postais de um major que está no Líbano desejando feliz aniversário para sua filha chamada Hilde. Em todos esses cartões diziam que os mesmos chegariam a ela por meio de Sofia, no entanto, a menina não conhece e nem sabe onde encontrar a tal de Hilde. Cada vez esses cartões aparecem com mais frequência e tudo leva a crer que alguém está observando bem de perto Sofia e seu professor.
        O livro nos faz viajar junto com Sofia por todas a história da filosofia. Tento a função de um livro para ensinar filosofia para adolescentes, cumpre bem seu papel nos apresentando de maneira clara e bem didática a história de cada filósofo, nos apresentando todo o contexto de onde vinham, a origem de seus pensamentos e a influência que ele teve para a sociedade de sua época de períodos posteriores. O contexto como a história é apresentada nos faz indagar sobre juntamente com Sofia sobre as questões propostas pelo professor e trazê-las para nossa vida, afinal, "quem somos?", "de onde viemos?", "para onde vamos", "penso porque existo ou existo por que penso?" sempre serão questões enigmáticas para os seres humanos.
        Por volta da metade do livro, temos uma reviravolta surpreendente, e desse ponto em diante, nos vemos presos no mistério a ser desvendando e não apenas na filosofia. O verdadeiro significado de cada existência dos personagens (e até mesmo a nossa) é posta em jogo.
        Apesar de todos os pontos positivos, este não é um livro fácil de ser lido e provavelmente várias pessoas irão abandoná-lo por ser um pouco cansativo e não prender muito aqueles que não se interessam pelo assunto. Por ser uma obra tão enriquecedora, recomendo a quem quiser lê-lo, que tenha paciência e, acima de tudo, que tenha real interesse por filosofia para assim poder apreender tudo o que o livro pode oferecer.


4,0/5,0


Vídeo-resenha:



domingo, 18 de dezembro de 2016

[Crítica] Ouija: A Origem do Mal



Data de lançamento: 20 de outubro de 2016 (1h 30min)
Direção: Mike Flanagan
Elenco: Annalise BassoElizabeth ReaserLulu Wilson mais
Gênero: Terror
Nacionalidade: Eua
Título Original: Ouija: Origin of Evil
Distribuidor: Universal Pictures

Sinopse:
Doris é uma garotinha solitária e pouco popular na escola. Sua mãe é especialista em aplicar golpes em clientes, fingindo se comunicar com espíritos. Mas quando Doris usa um tabuleiro de Ouija para se comunicar com o falecido pai, acaba liberando uma série de seres malignos que se apoderam de seu corpo e ameaçam todos ao redor.

Crítica:

Trailer:

Imagens:










quarta-feira, 16 de novembro de 2016

[Resenha] Como eu era antes de você - Jojo Moyes



Nome: Como eu era antes de você
Autor: Jojo Moyes
Páginas: 320
Editora: Intrínseca
Resenha por: Ana Carolina
Onde comprar: Shoptime/Livraria Cultura


Sinopse: 
Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade - um emprego que não paga muito, mas ajuda com as despesas - e o namoro com Patrick, um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportivo Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. Obstinado, ele planeja com cuidado uma forma de acabar com esse sofrimento. Só não esperava que Lou aparecesse e se empenhasse tanto para convencê-lo do contrário.
Uma comovente história sobre amor e família, Como eu era antes de você mostra, acima de tudo, a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.



        Depois de muuuito tempo fui ler o livro da qual tantas pessoas falavam em todos os lugares. Parecia que onde eu passava e em todas as comunidades de Booktube sempre ouvia as pessoas comentando sobre esse livro, sobre o quanto era bonito, emocionante, divertido. Confesso que há algum tempo adquiri certo receio de ler livros que estouram criando uma espécie de "modinha" entre o público adolescente, Não é preconceito, é simplesmente não ter mais tanta paciente que eu tinha na época em que gostava desse tipo de história e achava esses romancezinhos supérfluos emocionantes. Apesar disso, me surpreendi positivamente com A Culpa é das Estrelas e esperava que acontecesse com esse livro também.
        O livro narra a história de Louisa Clark, uma jovem de 26 anos que trabalha em uma cafeteria há vários anos. Seu pai está atualmente desempregado e sua irmã trabalha em um emprego que em pouco ou quase nada contribui para o sustento da casa e do filho de 5 anos. Infelizmente, o dono do café acaba tendo que fechá-lo e a garota acaba ficando sem emprego, uma situação preocupante para ela e sua família, pois seu trabalho contribua com grande parta das despesas da família de seis pessoas. Ela também possuía um namorado chamado Patrick, um triatleta que as vezes parecia estar mais interessado em treinar do que com a própria Louise.
       Depois de passar por vários empregos sem conseguir permanecer em nenhum, a garota recebe uma proposta de trabalhar como cuidadora de um jovem tetraplégico. Suas funções seriam muito simples e não exigiriam nenhuma formação profissional, além disso, o emprego pagaria suficientemente bem para que a família conseguisse se manter com mais tranquilidade. Ela aceita o emprego, mas logo de cara percebe que não será nada fácil pois Will, o rapaz de quem terá de cuidar, apesar de muito bonito e inteligente, é amargurado, grosso, irônico, sarcástico e mal-humorado.
        Com o tempo passando e a convivência dos dois, começamos a entender mais cada um dos personagens. Louisa é uma jovem de gostos peculiares e um pouco solitária, a quem não foi dada nenhuma perspectiva de vida e nenhuma possibilidade, alguém de quem ninguém nunca esperou grande coisa. Will, um jovem que amava a vida e sua liberdade, amava conhecer o mundo e novas pessoas, se vê de uma hora para outra presso em uma cadeira de rodas e dependente de outra pessoa para tudo, até para se alimentar e escovar os próprios dentes, ele havia perdido a vontade de viver e um dia, por acidente, Louise acaba descobrindo isso. Com a eutanásia marcada para daqui há alguns meses e sem a mínima intenção de mudar de ideia, Will estava apenas dando a seus pais a oportunidade de passar mais um tempo com ele. Lou se vê arrasada e a partir daquele momento cria seu novo objetivo, fazer Will amar novamente a vida e desistir da ideia.
        O nome "Como eu era antes de você" vem da mudança que os personagens vão sofrendo no decorrer da história conforme vão convivendo um com o outro, no entanto, a mim não foram apenas os protagonistas que mudarem e sim todos a sua volta também foram afetados por essa mudança.
         Li esse livro razoavelmente rápido, creio que tenha sido em cerca de três dias, pois havia marcado de ir ao cinema para vê-lo, no entanto, apesar disso, achei que a história um pouco arrastada. Parecia que o livro nunca ia pra frente ou demorava décadas para avançar. Apesar disso, foi uma leitura divertida com um tema diferente, polêmico e pouco abordado, que sempre trás muita dor e tristeza para os envolvidos. Como deixar a pessoa que se ama partir? Você é capaz de ver a pessoa que você ama sofrendo diariamente e piorando a cada dia e ser indiferente ao pedido dela de acabar com todo esse sofrimento? Além disso, nos trás outros pontos como saber apreciar os pequenos detalhes da vida, abrir a mente para coisas novas, valorizar aqueles que estão perto de nós e nos amam, não menosprezar alguém pela aparência e sempre sonhar alto e acreditar que tudo é possível para aqueles que sonham. O final, pelo menos para mim e para as pessoas com quem conversei. não foi nenhuma surpresa, mas mesmo assim foi bonito de se ver.
       Não é um livro espetacular, mas é bem divertido e legal de ser lido. Provavelmente emocionou e emocionará muitas pessoas que o leram e ainda lerão. Ah! Vale ressaltar que o filme é bom também, apesar de terem cortado uma cena do livro que eu não acho (nem um pouco) que deveria ter sido cortada. Um destaque, que para mim foi o melhor e mais genial ponto do livro, foi a excelente atuação da atriz, Emília Clarke, que fez o papel da Lou, que representou exatamente a personalidade da personagem(até as caretas estranhas que a personagem fazia).
        Obs: Só eu imaginava que o seria Natan negro?


Nota:


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sábado, 5 de novembro de 2016

[Resenha] O Senhor dos Anéis: As duas torres - J. R. R. Tolkien

Nome: As Duas Torres
Autor: J. R. R. Tolkien
Páginas: 364
Editora: Martins Fontes
Resenha por: Ana Carolina
Onde comprar: Submarino/Amazon


Sinopse: 
A comitiva do Anel se divide. Frodo e Sam continuam a viagem, descendo sozinhos o grande Rio Anduin - mas não tão sozinhos assim, pois uma figura misteriosa segue todos os seus passos...

 
Nesse volume temos a continuação da viagem de Frodo e do Anel pela Terra-Média. O livro é dividido em duas partes, a primeira contando o que aconteceu com Aragorn, Legolas, Gimli, Pippin e Merry após a ruptura da Sociedade e o ataque dos Orcs; e o segundo acompanhando a viagem de Frodo e Sam, que partiram sozinhos rumo às terras escuras de Mordor.
        No começo do livro, Merry e Pippin são sequestrados pelos Orcs de Isengard e o que restou da comitiva, percebendo que nada mais há de se fazer por Sam e Frodo, opta por ir atrás deles com o intuito de libertá-los das criaturas horríveis. Infelizmente aqueles Orcs pareciam ter sido modificados por Saruman, pois resistiam ao sol e viajavam por dias a fio sem parar para descansar, o que torna a missão extremamente difícil para eles. Enquanto isso Pippin e Merry sofrem maus bocados nas mãos dos Orcs, sendo machucados e forçados a comer coisas nojentas, além do fato de terem de caminhar até a exaustão. Após vários dias de perseguição a comitiva recebe ajuda dos homens de Rohan, que é um povo poderoso e conhecido por seus cavalos magníficos. Aragorn, Legolas e Gimli conseguem cavalos para encontrar seus amigos e os pequenos, em um momento de sorte, conseguem fugir após o ataque desses cavaleiros ao grupo de Orcs.
         Após uma longa sucessão de eventos, os Pequenos chegam à floresta de Fangorn, onde conhecem um dos personagens mais legais e interessantes do livro (na minha opinião), o chefe dos Ents, conhecido como Barbávore ou Fangorn e ficam amigos deste, acabando por incentivá-lo a entrar em uma batalha contra determinado exército, juntamente com seu povo. Enquanto isso, os outros voltam a Rohan onde comprometem-se a juntar-se ao exército na luta contra um novo inimigo que é extremamente poderoso.
        Há quilômetros de distância dali, Frodo e Sam continuam sua caminhada rumo a Mordor e, agora perdidos e com medo, a jornada parece ainda mais difícil. Além disso, uma figura magra e doentia espreita durante a noite. Gollum os persegue dia e noite, fissurado em obter novamente seu "Precioso". Num plano bem bolado, a dupla consegue prendê-lo e forçam-o a levá-los por um caminho seguro até Mordor, pois sabem que, de alguma forma, ele conseguiu fugir de lá sem ser visto.
        Esse é apenas uma pequena prévia do que irá acontecer no livro. Diversos eventos acontecendo um atrás do outro dão ao livro um ritmo rápido, como uma tensão pairando no ar e a sensação de que coisas terríveis ainda estão por rir. Esse segundo volume trouxe mais batalhas do que o primeiro, além da inclusão de vários personagens novos que terão importância significativa no decorrer da história. A escrita do Tolkien, impecável como sempre, nos trás na mente a imagem de cada cena, cada lugar com uma delicadeza incrível. Os capítulos sobre os Ents na primeira parte foi o que mais me emocionou e prendeu, a forma sutil como é contada a história desses seres incríveis quase nos faz ficar desejosos e com saudade dos tempos em que essas criaturas vagam livres pela terra média, no início dos tempos.
        A leitura do segundo livro foi, para mim, um pouco cansativa. Diferente do primeiro livro, algumas das descrições foram excessivas e demoravam passar, fazendo as vezes com que o leitor tenha vontade de pular essas partes. No entanto, isso foi apenas no início, pois a medida que a história se decorre e as cenas vão ficando mais intensas, a ambientação se torna mais necessária e a leitura ganha mais fluidez.
         Eu gostei mais do segundo livro do que do primeiro, diferente da maioria de críticas que vejo sobre o livro. Houveram mais momentos monótonos nesse do que no primeiro, no entanto, os acontecimentos foram mais emocionantes. Então de certa forma, o autor conseguiu manter uma regularidade na qualidade dos livros, observando esses dois primeiros volumes.


Nota:

5,0/5,0



Vídeo-resenha:






segunda-feira, 3 de outubro de 2016

[Resenha] Diários do Vampiro: O confronto - L. J. Smith



Nome: O Confronto (Diários do Vampiro)
Autora: L. J. Smith
Páginas: 224
Editora: Galera Record
Onde comprar: Submarino
Resenha por: Ana Carolina

Sinopse: 
Elena conseguiu o que queria: Stefan é seu. Por outro lado, sua semelhança com Katherine faz com que ela seja irresistível também a Damon - e ser amada por dois vampiros pode ser fatal.

Depois de ceder a Elena, Stefan acredita que o amor pode redimi-lo. Só que a chegada de Damon o faz temer pela vida de sua amada, e ele a cerca de cuidados. Mas, conseguirá Stefan protegê-la de si mesmo?

Damon escolheu Elena para ser sua companheira nas sombras, e a atração entre os dois é inegável. Belo e charmoso, ele se aproveitará de tudo e de todos para conquistá-la. E não irá se arrepender depois

         No segundo livro da série, continuamos acompanhando a história de Elena. No livro anterior, com um final razoavelmente misterioso, Stefan está desaparecido e ela se vê desesperada, pois cada vez mais os morados da cidade estão convencidos de que ele é o assassino. Numa medida desesperada, a loira vai ao cemitério e grita por Damon, acreditando ser ele o responsável pelo desaparecimento de seu namorado No entanto, mais dúvidas aparecem no após esse misterioso encontro, Damon aparentemente não sabe onde Stefan está e após ser tomado por um acesso de raiva pela rejeição da garota, diz que o matou. Não convicta disso, ela busca ajuda com seus amigos, Bonnie em especial, para encontrar o rapaz.
        Mesmo após o regresso de Stefan a escola, no entanto, as coisas não parecem melhorar. Todos ainda acreditam que ele é o assassino e começam a hostilizar e isolar cada vez mais o casal. Bilhetes misteriosos com trechos do diário de Elena, roubado na casa de Bonnie, começam a aparecer por todos os lados deixando-a cada vez mais atormentada pois ela sabe que o conteúdo do mesmo podia ser usado para atacar Stefan, mesmo não sendo ele o assassino.
         Além disso, para piorar o quadro, temos ainda a presença de Damon que parece estar cada vez mais obcecado em seduzir a garota. Ele é charmoso, inteligente, educado, sedutor, irônico, misterioso, maldoso e de, alguma forma, por mais seu amor por Stefan sobreponha tudo isso, ela sabe que possui alguma conexão com ele.
         Nesse livro, podemos nos aproximar mais da Elena como personagem, quando, pouco a pouco, ela toma conhecimento de que o mundo não funciona da maneira como ela queria e começa a sofre rejeição das pessoas. Percebemos que durante todo o livro ela carrega consigo uma carga psicológica de sempre estar mentindo para todos, para seus amigos, para Tia Judith e para Stefan. Apesar disso, não deixa de ser a personagem chatinha que acha que manda em tudo e que todos devem obedecer suas vontades, mesmo fazendo isso com menos frequência do que antes.
        Devo dizer que achei esse livro pior do que o anterior, a história um pouco sem graça, a trama foi meio bobinha, assim como os diálogos e os pensamentos dos protagonistas. O personagem que devia ser o malvado e o mais legal, acabou se mostrando uma figura não tão diferente de seu irmão, apesar de ocultar isso com atitudes e personalidade difíceis. O livro também perdeu as cenas de suspense e mistério que havia apresentado no livro anterior que haviam me agradado, tendo apenas uma no final que chamou mais minha atenção do que as outras. O final foi inesperado para mim e me surpreendeu um pouco, apesar de já esperar que ele acontecesse uma hora ou outra, não imaginava que fosse tão rápido.
         Esperando o próximo para ver no que vai dar essa bagunça rs

Video-resenha:



Nota:

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

[Resenha] A Culpa é das Estrelas - John Green



Nome: A Culpa é das Estrelas
Autor: John Green
Páginas: 288
Editora: Intrínseca
Onde comprar: Submarino
Resenha por: Ana Carolina

Sinopse: 
Hazel foi diagnosticada com câncer aos treze anos e agora, aos dezesseis, sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões. Ela sabe que sua doença é terminal e passa os dias vendo tevê e lendo Uma aflição imperial, livro cujo autor deixou muitas perguntas sem resposta. Essa era sua rotina até ela conhecer Augustus Waters, um jovem de dezessete anos que perdeu uma perna devido a um osteosarcoma, em um Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Como Hazel, Gus é inteligente, tem senso de humor e gosta de ironizar os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Com a ajuda de uma instituição que se dedica a realizar o último desejo de crianças doentes, eles embarcam para Amsterdã para procurar Peter Van Houten, o autor de Uma aflição imperial, em busca das respostas que desejam.  

        O livro conta a história de Hazel Grace, uma garota de 16 anos com câncer em estágio avançado, ela já não tem mais a capacidade total de seus pulmões e precisa andar com um cilindro de oxigênio que a ajuda a respirar. Hazel é uma garota introvertida, irônica e com um senso de humor complexo com referências nerds. Está conformada com o fato de ter câncer e parece apenas esperar que o medicamento que usa para conter o tumor, o Falanxifor, pare de funcionar e ela acabe morrendo.
         Por insistência de sua mãe, para que a adolescente pudesse sair de casa, Hazel acaba por ir em um grupo de apoio à crianças com câncer, onde ela acaba conhecendo o outro protagonista da história, Augustus Waters, com quem cria uma química e sintonia imediata. Augustus, ou Gus, havia se curado de um osteosacoma e não apresentava evidências de câncer há mais de um ano e parecia estar ali principalmente para fazer companhia a seu amigo Isaac, que em breve teria que fazer outra cirurgia para a retirada o segundo globo ocular.
         Gus é um garoto muito bonito, simpático, inteligente e apaixonado por metáforas, que logo encanta Hazel e aceita seu convite de ir até sua casa para assistir ao filme "V de Vingança". Após o fim do filme e algumas conversas, Gus empresta a Hazel o livro de seu video-game preferido, chamo O Preço do Alvorecer e Hazel lhe dá a indicação do livro Uma Aflição Imperial, que é seu livro favorito. A partir dai os dois começam uma bela amizade que vai se desenvolvendo pouco a pouco com o passar dos dias e da conversa.
      O final do livro preferido de Hazel é uma icognita, narrado por uma menina que está com câncer, a história cessa abruptamente, como se a menina tivesse morrido, sem, no entanto, apresentar o final de outros personagens, como o da mãe da protagonista, o Hamster ou o Homem de Tulipas Holandês. Hazel já havia tentado há todo custo entrar em contato com o autor, mas nunca obteve nada em resposta, mas, com ajuda de Augustus, eles entram em contato com o autor que diz que só revelará o final caso os jovens o encontrem em Amsterdan. A partir dai se desenvolve todo o resto do enredo e os problemas enfrentados pelos personagens.
        Esse foi o meu primeiro contato com a escrita de John Green e fiquei admirada, pois apesar de não ser uma obra espetacular, cumpre bem seu propósito de entreter e até nos faz derramar algumas lagrimazinhas (rs). A escrita é divertida e fluida, os personagens são cativantes e divertidos e a história consegue nos prender de modo a ficarmos curiosos a respeito do destino dos personagens. Diferente de outros escritores que temos encontrado ultimamente, John Green sabe o que escreve e conseguiu transformar o que era para ser um livro cheio de clichês em uma história muito agradável. Ótimo livro para quem está iniciando a leitura! Pretendo ler outros do autor em breve!

Vídeo-resenha:


Nota:

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

[Resenha] Os Garotos Corvos - Maggie Stiefvater




Livro: Os Garotos Corvos
Série: A Saga dos Corvos #1
Autor: Maggie Stiefvater
Ano: 2013
Editora: Vérus
Páginas: 376
Resenha por: Renato Rodrigues
Compre: Submarino



Sinopse: Todo ano, na véspera do Dia de São Marcos,­ Blue Sargent vai com sua mãe clarividente até uma igreja abandonada para ver os espíritos daqueles que vão morrer em breve. Blue nunca consegue vê-los — até este ano, quando um garoto emerge da escuridão e fala diretamente com ela. Seu nome é Gansey, e ela logo descobre que ele é um estudante rico da Academia Aglionby, a escola particular da cidade. Mas Blue se impôs uma regra: ficar longe dos garotos da Aglionby. Conhecidos como garotos corvos, eles só podem significar encrenca. Gansey tem tudo — dinheiro, boa aparência, amigos leais —, mas deseja muito mais. Ele está em uma missão com outros três garotos corvos: Adam, o aluno pobre que se ressente de toda a riqueza ao seu redor; Ronan, a alma perturbada que varia da raiva ao desespero; e Noah, o observador taciturno, que percebe muitas coisas, mas fala pouco. Desde que se entende por gente, as médiuns da família dizem a Blue que, se ela beijar seu verdadeiro amor, ele morrerá. Mas ela não acredita no amor, por isso nunca pensou que isso seria um problema. Agora, conforme sua vida se torna cada vez mais ligada ao estranho mundo dos garotos corvos, ela não tem mais tanta certeza. De Maggie Stiefvater, autora do aclamado A Corrida de Escorpião, esta é uma nova série fascinante,­ em que a inevitabilidade da morte e a natureza do amor nos levam a lugares nunca antes imaginados.
UM PRÓLOGO GIGANTE DE UMA SÉRIE QUE PROMETE!

Demorei muito tempo para sentir vontade de ler esse livro por medo de ser um romance adolescente, mas que bom que sou ativo na rede social de livros, o Skoob, porque é devido a ele que me interessei pela história e resolvi encarar essa aventura “prá lá” de original e complexa.

Eu poderia fazer uma boa sinopse sobre esse livro, mas não conseguiria ilustrar fielmente o que a história é. Basta apenas saber que tudo começa quando a protagonista Blue acompanha sua mãe e suas tias clarividentes a um evento anual onde estas veem aqueles que serão mortos em breve. Só que Blue, desta vez, consegue ver alguém que fala diretamente com ela, de nome Gansey. Suas tias a alertam que isso só pode significar uma coisa: dentro de um ano ou a sobrinha vai matar o garoto ou irá se apaixonar por ele, o que significa morte do mesmo jeito, pois a menina cresceu ouvindo que iria matar seu grande amor se o beijasse. Gansey é apenas um dos que compõe o grupo dos Garotos Corvos, nome que intitula a primeira obra dessa quadrilogia.

Se você acredita que com essa sinopse é possível prever alguma coisa que irá acontecer já neste primeiro livro se engana. A história é tão original que a toda hora que pensamos imaginar o que vai acontecer somos surpreendidos e ficamos intrigados. O enredo chega a ser um tanto complexo. Confesso que no início fiquei muito confuso, não entendia muito.

Eu particularmente curto esse universo da clarividência. Os dilemas de Blue são bem interessantes e todos os personagens são muito bem trabalhados e construídos. Mas fica claro no decorrer do livro que este é apenas um prólogo gigante para os próximos três. Muitas surpresas acontecem, mas há uma carência de sequência eletrizante. Existem capítulos muito bons, mas outros um tanto cheios de explicações e construções, que desaceleram o desenvolvimento.


O estilo definitivamente não foi romance, apesar de parecer. Na verdade, essa é uma aventura em que eu acredito que tem muita coisa guardada por Maggie Stiefvater, o território foi apenas preparado. Portanto, minha experiência não foi completa, ficou um gosto de quero saber onde isso vai parar, porque a introdução foi aprovada por mim. Com certeza vou continuar a ler e recomendo a todos que curtem esse estilo.




                                                              Nota:      4,0/5,0


segunda-feira, 5 de setembro de 2016

[Resenha] Caixa de Pássaros - Josh Malerman



Livro: Caixa de pássaros
Autor: Josh Malerman
Ano: 2015
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Resenha por: Renato Rodrigues
Compre: Submarino

Sinopse: Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler. Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.
Grata surpresa!
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Curioso que desde sempre gostei de filmes de terror, mas nunca tinha lido um livro nesse estilo. Então dei de cara com o “Caixa de Pássaros”.
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Em um cenário pós-apocalíptico, as pessoas de repente começaram a surtar e a se matar de maneira bem violenta. Os eventos logo são atribuídos a alguma criatura misteriosa que eles enxergaram antes de enlouquecer e que ninguém sobreviveu para contar como essas criaturas são. Assim, o sentido da visão passa a ser o seu pior inimigo, uma vez que enxergar pode culminar a sua morte iminente.
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O livro se intercala entre passado, quando o surto começou, cerca de quatro anos antes; e presente, composto pela protagonista Malorie e seus dois filhos, onde são poucos os sobreviventes no mundo.
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Logo no início você já se sente fascinado devido a diversos fatores. A escrita é bem feita e sem enrolação, o cenário é desesperador e a história se mostra bastante original. Pra mim, esses foram os pontos mais positivos do livro e que também me fizeram “devorá-lo” em apenas três dias.
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No entanto, vou deixar aqui um conselho para aqueles que costumam sentir medo em coisas de terror: evite ler este livro à noite e em lugar muito silencioso, especialmente no quarto, rsrs. Eu já me considero acostumado com cenas de horror e suspense, mas percebi que ler por muito tempo essa história antes de dormir não seria uma boa. Houve capítulos que de fato causaram medo e adrenalina graças à boa condução do autor. Você começa a olhar para as janelas e para as portas da sua casa e a sentir certo medo, já que no livro os poucos personagens ficam trancafiados em uma casa e com as janelas todas cobertas para que nenhuma luz natural possa entrar. Sair a céu aberto pode custar suas vidas, a não ser que tapem os olhos. O tipo de medo que é possível sentir neste livro é parecido com aquele ao assistir a “Sinais”, um dos filmes que mais me causaram tensão justamente pelo fato dos protagonistas saberem que existem seres entre eles e não saberem ao certo o que são.
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Apesar de todos esses aspectos positivos, é justamente por estarmos diante de uma história original e de grande potencial que sentimos que ela poderia ter dado um pouco mais. Mesmo com uma escrita bem conduzida e cenas assustadoras, o livro precisava ter apresentado maior agilidade e, principalmente, maiores surpresas, ainda mais por ser relativamente pequeno (268 páginas). Abordar um pouco mais os conflitos entre os personagens teria tornado esta obra perfeita, pois, apesar de se tratar de um terror com presença de criaturas sobrenaturais, ele tem grande enfoque no medo do desconhecido e na convivência e nas formas de sobrevivência dos poucos personagens quando existe a escassez de água e comida.
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Então, com todos esses elementos, considero “Caixa de Pássaros” como um livro que poderia ter sido impecável, mas ainda sim foi uma grata surpresa que tive em 2015. Excelente estreia do autor. Recomendo com certeza!

                                                              Nota:      4,0/5,0


sábado, 3 de setembro de 2016

[Resenha] Um Estudo em Vermelho - Sir Arthur Conan Doyle


Nome:
Um Estudo em Vermelho

Autor: Sir Arthur Conan Doyle
Páginas: 192
Editora: L&PM
Resenha por: Ana Carolina

Sinopse: 
"Um estudo em vermelho" é a primeira história de Sherlock Holmes e o primeiro livro publicado por Sir Arthur Conan Doyle (1859-1930). Muito menos do que um livro de estreia, esta história nasceu clássica, com seu ritmo vertiginoso de suspense e mistério que consagraria seu protagonista Sherlock Holmes como o mais apaixonante e popular detetive da história da literatura.

"Um estudo em vermelho" propõe um enigma terrível e invencível para a polícia, que pede auxílio a Holmes: um homem é encontrado morto, sem ferimentos e cercado de manchas de sangue. Em seu rosto uma expressão de pavor. Um caso para Sherlock Holmes e suas fascinantes deduções narrado por seu amigo Dr. Watson, interlocutor sempre atento e não raro maravilhado com a inteligência e talento do detetive.


           Um Estudo em Vermelho foi o primeiro livro que dá início às aventuras do detetive mais famoso da literatura mundial, Sherlock Holmes. O livro é dividido em duas partes, sendo a primeira narrada pelo Dr. Watson e a segunda em terceira pessoa. No início temos a apresentação do próprio narrador como um médico que passou pela guerra e acabou sendo ferido, vivendo atualmente em Londres com um auxílio mensal do governo. Dr. Watson está a procura de alguém para dividir um apartamento e acaba conhecendo o excêntrico Sherlock Holmes por intermédio de um amigo.
          Com o tempo, Watson se vê curioso a respeito de seu colega de apartamento, pois além de hábitos bastante peculiares, não sabia o que o mesmo fazia para se sustentar, apenas que recebia em sua casa os mais diferentes tipos de pessoas e sempre pedia que o médico se retirasse da sala quando fosse atender essas pessoas. Após certas indagações, Holmes acaba revelando a Watson sua verdadeira profissão, ele é um detetive consultor que através de sua lógica dedutiva e conhecimentos já adquiridos, consegue apontar para aqueles que o procuram uma solução para seu problema, ou pelo menos a solução mais óbvia possível. O médico fica assombrado com a grande capacidade perceptiva do detetive que percebe apenas com o olhar o que uma pessoa faz, qual a sua profissão e seu estado emocional.
          Após receber um convite para ajudar numa investigação policial, Holmes, acompanhado de Watson partem rumo a um local onde ocorreu um assassinato. A cena do crime era intrigante, um corpo encontrado em uma casa de aspecto abandonado, sem vestígios de arrombamento ou luta. O morto estava com uma feição assustada e em seu corpo não havia ferimentos. Para completar, pintada em vermelho na parede estava a palavra "Rache", que significa "vingança". Esse é apenas o começo de uma trama que se desenvolverá pelo livro inteiro, inclusive na segunda para que contará a história de outros personagens cuja história antecede ao assassinato.
        A trama do livro é bastante envolvente e a leitura se dá de uma maneira fluida, especialmente a segunda parte que para mim foi o melhor do livro, sem qualquer sombra de dúvidas. Holmes a todo momento nos surpreende com sua capacidade de investigação e observação e seu raciocínio lógico, a ponto de podermos praticamente considerá-lo um gênio nesses quesitos. Quando à resolução do crime, nada é deixado passar em branco e todos os mínimos detalhes são esclarecidos de modo a fazer absoluto sentido na história. Para aqueles que, assim como eu, embarcaram nas histórias do detetive agora, esse livro é mais que recomendado.


4,0/5,0



Video-resenha: